domingo, 7 de outubro de 2012

"seu moço me da minha coca"

    "SEU MOÇO ME DÁ MINHA COCA!"




OBS: Essa é uma das histórias preferidas de meus netos!


Alegre e saltitante ia eu, correndo pela estrada férrea, para a casa do meu padrinho. Ao chegar lá, eu sempre pedia: “Bença, padim!”. E ele, com aquele sorriso bondoso me respondia: “Deus te abençoe, meu filho”.
Meu padrinho sempre guardava presentes para mim, porém, dessa vez ao chegar, ele me disse: “Meu filho, hoje não tenho presentes para lhe dar. Os tempos estão difíceis. Na geladeira, só tenho uma garrafa de Coca Cola. Quer levá-la?”. Eu, subitamente, respondi: “Claro, meu padim! Eu quero sim. Adoro Coca!”. Diante disso, peguei a garrafa, bem rápido, pois estava com pressa e me despedi dele. Meu padrinho me abençoou e assim, voltei muito contente para minha casa.
No caminho de volta, um velho andarilho me cercou, próximo à linha do trem, de supetão arrancou a Coca do meu braço e correu. Ainda assustado, me sentei na linha férrea e abatido gritei: “Seu moço, me dá a minha Coca! A Coca que meu padim me deu!”. Por várias vezes repeti a mesma frase: “Seu moço, me dá minha Coca! A Coca que padim me deu!”.
De repente, percebi que o andarilho caminhava ao meu encontro. O sol ofuscava minha visão, mas o observei chegar. Ao se aproximar, o pobre andarilho exclamou: “Menino, tome a sua Coca! Eu estava com sede, mas como o vejo sempre passar por aqui, irei lhe devolver”. Pensativo, sugeri que o pobre velho se sentasse ao meu lado e assim, compartilhamos a garrafa e fartamos nossa sede. Trocamos algumas palavras, o velho me contou da vida difícil e amargurada que vivia.
Ele morava em uma casinha humilde, abandonada bem próxima dali, a qual havia invadido, por passar muito frio e solidão na rua. Contou que guardava garrafas vazias em sua casinha e as usava para imitar o apito do trem. Disse ainda, que quando o trem passava por ali, alguns maquinistas jogavam alimentos para ele.
Os maquinistas o adoravam, visto que certa vez, houve um descarrilamento desastroso por ali, no qual a caldeira do trem tombou e entornou água fervente na estrada, fazendo com o que o trem emperrasse e não funcionasse mais. Desesperados, os maquinistas apitaram socorro e o pobre andarilho tentou ajudá-los. O andarilho, não hesitou, subiu correndo para o monte e imitou com sua garrafa, o apito de socorro do trem, bem alto, avisando ao outro trem, que se aproximava, do ocorrido. Ouviu-se, então, o forte baralho do freio de emergência do trem que se aproximava. Quando o trem finalmente parou, todos os passageiros desceram e foram agradecer ao velhinho. O velho então se orgulhou por ter salvado a vida de tantas pessoas e pela primeira vez, se sentiu feliz por estar vivo.
Bebemos a garrafa toda e como estava ficando tarde e meus pais ficariam preocupados, me levantei para ir embora. O andarilho, então, me agradeceu pela Coca e pela conversa e me disse que em uma próxima vez, me contaria outras histórias emocionantes com esta e a de como ele havia chagado até ali. Ainda, o pobre andarilho me fez um último pedido: “Menino, você poderia me doar esta garrafa vazia de Coca Cola? É para a minha coleção!”Eu, então, o respondi: “Claro! Fique com ela. Mas me mate uma curiosidade? Qual é o seu nome?”. E já se afastando, o velho sussurrou: “Meu nome é Tibúrcio. Tibúrcio. Tibúrcio".    
Caminhei em direção à minha casa e ao longe se ouvia o velho andarilho cantando: “Seu moço, me dá minha Coca! A Coca que padim me deu!”. “Seu moço, me dá minha Coca! A Coca que padim me deu!”.

P.S.: Essa história continua. São muitas, as insistências de meus netinhos!

AUTORIA: Mario Garcia Aguiar

sábado, 6 de outubro de 2012

alma penada


   ALMA PENADA


No espaço, ao vento, vagava uma alma penada errante;
Uma voz celestial impediu que esta fosse adiante;
“Vou te dar uma nova oportunidade de se regenerar”;
“Volte para a Terra e procure um ser para dominar”;

Assim, essa alma à Terra retornou;
E a procura por seu domínio se iniciou;
Cansada de procurar, por sempre ser rejeitada;
Abrigou-se em uma choupana abandonada;

Até que, de repente, surgiu uma senhora;
Grávida, e de seu parto era chegada a hora;
Assim que veio a luz o bebê;
A alma, de sua existência foi ter;

A criança cresceu e ao chegar sua adolescência;
Teve início seu período de delinquência;
Na rua brigava sempre com criança desconhecidas;
Criando inimizade e deixando mães aborrecidas;

Certo dia roubou uma bicicleta de um menino;
Que descobriu o roubo e foi busca-la em seu destino;
Chegando à casa do ladrão;
Foi atingido por pedradas e caiu ao chão;

Após esse primeiro furto com furor;
Deu sequencia sua sina de pecador;
Até que a tiros foi abatido;
Num assalto a banco foi ferido;

Ao falecer, ao limbo retornou;
E a voz assim falou;
“Você na última chance não se corrigiu”;
“Agora ficarás aos gritos neste ambiente vil”;

Serás ouvida na terra através de raios e trovões;
E nas tempestades resgatarei as vítimas de seus grotões;
Para o céu as trarei sem dor;
Viver a vitória com resplendor;

Pense bem quem quer o mal disseminado;
Pois o mesmo poderá lhe ser reservado;

AUTORIA: Mario Garcia Aguiar

o que é o amor?


O QUE É O AMOR?


No meu entender, o amor é respeitar o que cada um sente, no seu modo de proceder, de interpretar e de agir. Em primeiro lugar, acima de tudo, temos que amar a Deus sobre todas as coisas. Amar tudo o que ele criou, até as mais simples criações, com muito carinho, para desfrutarmos e respeitarmos. 
Assim vou tentar mostrar o meu sentimento. Sentar embaixo de uma árvore e ver uma folha dela cair ao chão. Este acontecimento é como nossas vidas. Nascemos e vivemos no amor criado por Deus, e, assim, retornaremos a ele, que em seus braços vai nos receber. É linda a natureza, por mais que eu queira descrevê-la seria impossível. As corredeiras de um rio, com suas cachoeiras, com seu soar ao vento, que emitem sons maravilhosos, os quais tentam nos dizer “Não poluam minhas águas, porque elas são suas também!”. Quem dessas águas beber, Deus assim falou, terá vida eterna.
Os pássaros, com suas plumagens coloridas e seus lindos cantares, também tentam nos dizer: “Não destruam nossas matas, que elas são o fruto do nosso viver!”. Os outros animais, em seus rugidos peculiares, também nos imploram: “Não nos maltratem, sentimos dores iguais a vocês, estamos aqui para servi-los, sem cobrar nada!”. O mar, com seus encantamentos, ondas que batem nas pedras, às vezes está revolto, às vezes mancinho, mas sempre triste com a poluição que causamos nele, nos diz: “Lhes dou tudo de graça, seus alimentos, sua diversão, não me suje!”.
E o céu? Em seu infinito, as estrelas cintilantes também nos dizem: “Aqui é a casa de Deus, seu pai, que com todo o seu amor, está esperando àqueles que o praticam na Terra. Venham, estaremos de braços abertos à recebê-los”. Isso é o amor.

AUTORIA: Mario Garcia Aguiar.

o tesouro do pirata da perna de pau


O TESOURO DO PIRATA DA PERNA DE PAU



Havia um pescador, que morava em uma ilha próxima a uma pequena cidade. Vivia sozinho, porém, feliz com sua solidão. Sustentava-se por meio de suas pescarias. Ele saia todas as manhãs, vendia os frutos de sua pesca, no pequeno arraial e de lá mesmo trazia seus outros alimentos.
Numa destas pescarias, o pobre pescador não conseguiu pegar nenhum peixe, porém, sem querer, acabou se distanciando muito da costa, chegando ao alto mar. De repente, começou a ventar bastante e as nuvens escureceram. Raios e clarões cortaram o céu, as ondas cresceram e começou uma baita tempestade. Seu barco ficou a deriva e o mastro quebrou atingindo sua cabeça. O pescador desmaiou e ali ficou no barco, durante toda a noite, na tempestade que não dava trégua.
Amanheceu o dia e bastante desnorteado o pescador acordou. A tempestade havia passado e o sol estava surgindo, ele ainda meio tonto exclamou: “Meu Deus, o que aconteceu comigo?”. Olhou para os lados, avistou uma grande ilha rochosa e com muita dificuldade, foi remando até ela. Lá chegando, ancorou seu barco numa pequenina praia, desceu, deitou embaixo de uma grande pedra e dormiu.
O pescador só acordou depois de algumas horas, levantou-se e saiu para explorar a ilha. Ao longe, avistou uma caverna, num enorme rochedo e decidiu ir até lá. Ao chegar à caverna escura, tomou coragem e entrou dentro dela. Lá dentro, morcegos batiam em seu rosto, ouvia se sons misteriosos e quanto mais ele adentrava, mais escuro o caminho ficava.
Caminhou com dificuldade, pois havia muitos buracos. Aconteceu, porém, que o pescador caiu em um desses buracos e ao cair bateu o braço em cima de um caixote, o qual constatou que era um baú. Com bastante dificuldade, ele pegou o baú e o trouxe para fora da caverna. Ficou intrigado com aquele estranho achado, que era muito pesado e tinha um grande cadeado, que o trancava.
O pescador resolveu abri-lo, para ver o que havia dentro. Pegou uma pedra, bateu com ela no cadeado até conseguir abri-lo. A tampa se levantou, a poeira subiu e, naquele instante, brilhos surgiram. Havia pedras preciosas, muito ouro, muitas joias, dentro do baú.
O pobre pescador ficou deslumbrado ao ver aquela valiosa descoberta. Fechou o baú rapidamente e o arrastou até o barco. Ao chegar ao barco, avistou um navio de piratas perigosos se aproximando. Quando os piratas avistaram o pobre pescador, eles gritaram: “Você está roubando o nosso tesouro! Vamos te pegar!”.
Desembarcaram rapidamente na costa, pegaram o pobre pescador e o levaram para o navio deles. Junto ao tesouro, os piratas amarraram o pescador. O capitão dos piratas, o qual tinha uma perna de pau gritou para o pobre pescador: “Quando chegarmos ao alto mar, vamos te jogar aos tubarões. Eles vão te devorar!”. E assim, partiu a tripulação pirata. O capitão era um homem muito mau, já conhecido nas mais terríveis profundezas do mar. Ele havia perdido a perna em uma devastadora luta entre piratas.
Ao chegarem ao alto mar, começou outra grande tempestade e o capitão da perna de pau estava dormindo. Todas as vezes que dormia, o capitão tirava a perna de pau e a colocava em baixo da cama. De repente uma onda atingiu o navio em com tanta força, a perna de pau do capitão, caiu no mar.
Passando a tempestade, o pirata procurou a perna embaixo da cama e não a encontrou. A forte onda havia a levado embora. O capitão, então, começou a gritar: “Seus piratas miseráveis, seus sujos, onde esconderam minha perna de pau? Cadê ela? Devolvam-me agora!”.
Os outros piratas vieram correndo, com medo do capitão e falaram: “Mestre, a tempestade estava terrível. O mar estava muito revolto e estávamos ocupados cuidando do barco desgovernado”. O capitão revoltado replicou: “Vocês são imprestáveis mesmo! Como não tomaram conta da minha perna! Como a deixaram cair no mar?”.
 O pescador, ainda amarrado, gritou para o capitão: “Não fique nervoso senhor, eu já fui marceneiro e farei outra igualzinha para o senhor!”. O capitão, dessa forma, ordenou que soltassem o pescador, para ele fazer a perna de pau.
Os piratas haviam amarrado ao navio, o humilde barquinho do pescador, caso precisassem escapar. Dessa forma, o pescador pediu que os piratas fossem ao barquinho dele, pois lá tinha um pequeno mastro de madeira e que o trouxesse para ele. Eles, então, assim procederam. O pobre pescador construiu uma ótima perna de pau para o capitão dos piratas. Melhor até daquela em que o capitão possuía. A perna se encaixou perfeitamente. O capitão o abraçou fraternamente e agradeceu bastante e sem pestanejar, indagou: “Agora pescador, tu serás meu amigo. Vou te levar de volta para sua casa!”.
 O pescador ficou muito contente. Os dois conversaram muito e em uma dessas conversas, o capitão perguntou como ele havia chegado à enorme ilha. O pescador, então, o contou que tinha sido Deus que havia o salvado de uma grande tempestade e o levado até aquela ilha. Logo, o capitão pirata o perguntou: “Quem é esse Deus? Eu não o conheço”.
 O pescador respondeu: “Você deveria conhecer! DEUS é nosso pai, criador do céu e da terra. Vou ler esta bíblia para você o conhecer melhor”. E assim, os dois passaram a noite toda lendo. O capitão nem piscava o olho, compenetrado aos dizeres da bíblia. O humilde pescador deu uma pausa da bíblia e começou a aconselha-lo: “Não junte tesouros econômicos, mas sim tesouros valorosos de boas ações. De aos pobres tudo aquilo que lhe sobra e assim, ganharás o tesouro valioso. Receberás a graça eterna”.
Amanheceu o dia, o capitão ainda deslumbrado com o que ouviu, resolveu não ser mais malvado. De repente, apontou ao longe uma ilha e o pescador gritou: “Olha lá, aquela é a minha ilha! É lá que eu moro!”. Por fim o capitão gritou: “Ancorem este navio, que meu amigo vai descer!” e disse para o pescador: “Foi Deus quem te trouxe para o meu navio, amigo. Agora aprendi a lição. Existe um Deus o qual ninguém ainda havia me mostrado e você me mostrou. Leve este tesouro contigo e viva feliz!”

AUTORIA: Mario Garcia Aguiar



uma ave ferida


UMA AVE FERIDA




Em uma linda tarde, o vento soprava leve, levando no ar, o perfume das flores e do mato verde. Uma ave cantava, quebrando o silêncio da natureza, parecendo disputar o som com outras, para ver quem cantava mais bonito e melhor. E assim, a pequena ave ia desfrutando de toda essa maravilha, sem imaginar no que poderia acontecer.
De repente, o céu começou a escurecer, seguido por ventos, raios e trovões. As outras aves pararam de cantar e forasteiramente, voaram por toda a mata, procurando por seus abrigos. Dessa mesma forma, a pequena ave voou para seu ninho, que se localizava bem no alto de uma velha árvore. E ali se recolheu, abrigando seus pobres filhotes. Logo em seguida, um raio caiu sobre a árvore cortando-a ao meio. O vento brutalmente a levou para longe e junto dela, a ave e seus filhotes.
No dia seguinte, passada a tempestade, o sol brilhou com sua esplendorosa luz e a natureza finalmente voltou ao normal. A ave, ferida, voando com dificuldade, estava à procura de seus filhotes. Procurou, procurou, mas não conseguiu os encontrar. Então, foi para o alto de uma árvore e cantou o canto mais triste que se ouviu na mata. A pequena ave chamava por seus filhotes desesperadamente e se lamentava pelo fato de o vento ter levado, sem destino, seus pequenos filhotes.
Passaram-se vários dias e a pobrezinha continuava em busca de seus filhotes. Em um belo dia, num galho de árvore, próximo a ela, pousou um lindo pássaro, o qual cantou para ela. Os dois se acasalaram, festejaram e saíram dali voando para outra mata cheia de rios, cores e flores. O lindo pássaro a fez superar aquele terrível drama vivido.
E assim como essa história é a nossa vida. Nossa mente fica ferida quando acontecem “tempestades” e “avalanches” que levam nossa casa, entes queridos, filhos, mãe, pai, nos deixando desprovidos de tudo o que construímos durante toda a vida. O que fica é a dor dentro de nós para sempre.

AUTORIA: Mario Garcia Aguiar

o anjo da guarda


O ANJO DA GUARDA




Era uma vez, em uma floresta distante, um pássaro, com seu canto encantador, misterioso, o qual ninguém conseguia saber de onde vinha, nem onde estava.
Numa casinha próxima a esta floresta, morava Pedrinho, com seu pai e sua mãe. Toda manhã ele acordava e ouvia o cantar desse maravilhoso pássaro, próximo à sua casinha. Pedrinho, com seu costume de pegar passarinhos e prender em gaiolas, planejou: “Vou pegar este pássaro, o qual ninguém consegue trazer pra casa”.
Acordou ainda de madrugada e lá se foi Pedrinho aventurando-se na mata, à procura de sua presa, com seu alçapão e sua gaiolinha. Entretanto, o menino não estava mais ouvindo o cantar do passarinho, mas corajoso continuou caminhando pela mata adentro, por várias horas até se perder. Já à tardinha, quando estava começando a escurecer, Pedrinho bastante cansado, com fome e sede, deitou-se embaixo de uma árvore e dormiu.
Acordou com o passarinho cantando, levantou-se eufórico, partiu em busca daquele cantar maravilhoso e imaginou: “Agora vou pegá-lo!”. Porém, todas as vezes que Pedrinho se aproximava do pássaro, este voava para mais distante ainda, e, assim, o menino continuava o seguindo.
Com muita sede e cansado, Pedrinho avistou um riacho de águas cristalinas e se deitou a beira dele. Fartou-se de beber água, até cessar sua cede, quando de repente ouviu, de novo, o canto do passarinho pertinho de onde estava. Numa árvore, com galhos enormes, encostados á margem do riacho, o menino não perdeu tempo e pegou seu alçapão, armou e pensou: “Vai ser agora!”. Todavia, como sempre acontecia, o passarinho voou para outro caminho, mas Pedrinho não desistiu e foi em busca dele.
Faminto e quase perdendo suas energias, inesperadamente, escutou aquele cantar, em um bananal bem próximo, logo, partiu para lá. Nas bananeiras, avistou lindas pencas de bananas maduras, amarelinhas, refletidas pelo sol. O menino correu até elas, com muita fome, arrancou várias delas e comeu até se fartar. Ouviu o pássaro, novamente, mais distante dali e foi ao seu encontro. Como sempre, quando Pedrinho se aproximava o passarinho voava. Dessa vez, ele voou até a subida de um morro bem alto e Pedrinho, já preparado, pegou rápido seu alçapão para prender o pássaro.
No momento em que ia conseguir capturar o passarinho, o menino avistou ao longe sua casinha. Com saudades, largou tudo e correu em direção ao seu lar. Chegando ao terreiro, lá estavam seus pais, que desesperados gritaram: “Nosso filho voltou!”. Os pais de Pedrinho se ajoelharam e levantaram as mãos para o céu, agradecendo a Deus, pela volta do menino. Cheios de saudade abraçaram bastante o filho querido.
Nesse momento, eles ouviram o passarinho cantar mais forte do que o normal, um canto maravilhoso, que cumpria sua missão de trazer de volta o menino à sua família. Ao ouvir o canto, todos olharam para cima e avistaram na mais alta árvore, um lindo pássaro, enorme, com plumagem branca. O pai de Pedrinho, então, disse: “Nunca mais faça isso filho! Não se pode pegar os passarinhos. Solte todos aqueles que você pegou. Eles podem ser como este anjo da guarda, velando e te protegendo contra todos os perigos”. E, assim, o pássaro alçou voo e voou em direção ao céu.
                                                                                                
MORAL DA HISTÓRIA: Não aprisione pássaros.

AUTORIA: Mário Garcia Aguiar.